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A Rosinha dos limões

*
     
Quando ela passa, franzina e cheia de graça,
 Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro.
 Lá vai catita, cada dia mais bonita,
 E o seu vestido, de chita, tem sempre um ar domingueiro.
 
Passa ligeira, alegre e namoradeira,
 E a sorrir, p'rá rua inteira, vai semeando ilusões.
 Quando ela passa, vai vender limões à praça,
 E até lhe chamam, por graça, a Rosinha dos limões.
 
Quando ela passa, junto da minha janela,
 Meus olhos vão atrás dela até ver, da rua, o fim.
 Com ar gaiato, ela caminha apressada,
 Rindo por tudo e por nada, e às vezes sorri p'ra mim…
 
Quando ela passa, apregoando os limões,
 A sós, com os meus botões, no vão da minha janela
 Fico pensando, que qualquer dia, por graça,
 Vou comprar limões à praça e depois, caso com ela!
   
A Rosinha dos limões
Letra : Artur Ribeiro
     
Nesta foto, Artur Ribeiro está no centro, junto com 4 mús 
Artur Ribeiro (au milieu entre quatre musiciens), 1923-1988, era portuense mas fez a sua carreira na capital entre as décadas de 1940 e 1980,  um dos casos raros de artista que não se limitava a interpretar mas igualmente compunha - e muito! - Artur Ribeiro escreveu alguns dos maiores clássicos da música ligeira portuguesa, como A Rosinha dos limões, Nem às Paredes Confesso.
Artur Ribeiro este blog é dedicado ao artista Artur Ribeiro
     
Concerto dos Fadistas Limianos
Margarido Mendes - Rosinha dos Limões, Concerto de Fadistas Limianos
 
FadistasLimianos 
 
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